"A linguagem interior é uma linguagem muda, silenciosa"
Vigostki

terça-feira, 13 de março de 2012

Tinha tentado escrever por vezes. A cada duas frases, a tela retornava branca... assim como surgiu. Não que não tivesse nada para escrever, ou que nada de produtivo passasse pela sua cabeça... mas não sabia como. O pensamento não tomava forma. Era bom mas não se personificava, nem se auto-retratava.

Aos poucos foi se preocupando menos em achar uma lógica para todo esse processo, e passou a pensar menos na obrigação. Escreve-se por sentimento. Porque algo transborda-lhe o corpo, os dedos, e simplesmente todo esse "furor" é revertido em palavras. Nem sempre belas, ou organizadas... mas sinceras.

E daí, a ter que escrever porque sabia que deveria, fez perder todo o sentido. Quando da sua cabeça saiu a vontade adulta de ser "escritora de sonhos" e passou a ser "sonhadora dos escritos", tudo pareceu melhor. Era fácil. As palavras vinham à sua cabeça em uma velocidade assustadora, que ficava até difícil de escrever. Ou melhor... as palavras vinham de sua alma... 

Está aí. Encontrou a fórmula novamente. A questão principal não era o pensamento. Era o sentimento.

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