Sentiu-se certo de suas escolhas. O cheiro alimentava em si essa certeza. Confortava, acalentava, trazia pelo olfato a plenitude dele mesmo. Em instantes parecia que nada mais era realmente importante, e que estava completo para viver e lutar contra exércitos se preciso fosse.
E assim foi embora, de alma cheia, lavada. Queria acelerar o tempo, apressar tudo... para que chegasse o logo o dia em que se fundiriam e se tornariam um só.
Mas havia um problema. Esqueceu que adiantar o relógio não faria as coisas chegarem depressa... e se viu no presente. O passado, lá atrás, aparecia para reafirmar a certeza que os perfumes traziam à si, o presente era encarado como uma ponte, que deveria ser atravessada rapidamente, pois muito balançava e trazia com ela a efemeridade dos passos no tempo.... o futuro... ahhh o futuro.... muito aguardado.
Sim... sentia medo. Estar no futuro não garantia a realização dos seus desejos e seu maior medo era a manutenção daquilo que o incomodava. Mesmo assim... queria o futuro... como nunca havia desejado nada em sua vida. Queria que aquele cheiro deixasse de vir do ar, e amanasse de si.