"A linguagem interior é uma linguagem muda, silenciosa"
Vigostki

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Depois de tanto acaso e descaso do destino viu-se mais uma vez na corda bamba. Acabara de assinar o novo contrato com a felicidade quando ao fundo não acreditou no desprezo. Já sabia que esses dias não seriam fáceis. Pensou em desistir de uma história maluca, como a contada à crianças quando elas estão indo dormir.

Como quem dá um último suspiro de esperança resolveu ir. Tinha um discurso pronto, para que não fosse interpelada por qualquer ideia que pudesse contrapor a sua... ou simplesmente colocá-la por terra.

Quando bateu os olhos naquela imagem compadecida de sua existência, desistiu. Não conseguiu dizer nada que não fosse sim. Estava incrivelmente envolvida por súbitos suspiros que sentiu dar involuntariamente. Algo inebriou. Era a simplicidade do sentir... do ter... do ser......do pertencer. 

Era toda cor. Como o colorido das flores que brindavam o não conter em si. Era a aposta de dias e noites melhores. Era a dúvida, aplacada por uma certeza que não se sabia em quê. 

Neste momento parou. Percebeu que pensar demais atrasava muito o girar da vida. E determinadas coisas não se calcula. Se sente...

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