"A linguagem interior é uma linguagem muda, silenciosa"
Vigostki

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Há dias venho pensando sobre um tema que de uma forma ou de outra sempre vem "assombrar": mudanças! Mudar... será que vem para assombrar mesmo? Mudar é sempre ruim?

Esses dias sentei e fiz algo inédito em minha vida. Li um livro inteiro, sem me levantar do sofá, nem para beber água. Verdade! Para uma pessoa hiperativa como eu, é um grande avanço. Mas retomando o raciocínio, não era um livro qualquer. "Quem mexeu no meu queijo".  Sabe aqueles "best seller" de muitosss anos atrás, que provavelmente grande parte das pessoas que você conhece já leu ou ouviu falar? Então, é o caso dele.

Fui com um certo preconceito, afinal, nem tudo que vende muito tem que me agradar, certo? Mas aos poucos o livro foi descrevendo uma história magnífica, e uma grande metáfora da vida. Ele trata do "assunto do dia": Mudanças. E aos poucos fui obrigada a concordar com ele.

Muitas vezes, nossa vida está ótima, acontece uma reviravolta, e pensamos: "Por que tenho que passar por isso? Estava tudo tão bom!". E ai, ficamos parados, olhando aquele bando de escombros e esperando que por um passe de mágica: ou venha uma máquina do tempo e te teletransporte de volta "à época de ouro", ou que nossa esperança brasileira acredite que tudo será como antes. Mas até que ponto que seria bom "reviver o antes"? Confesso que por várias vezes fiquei sentada, lá... sozinha, pedindo a todos os santos que fizessem com que aquilo fosse um pesadelo. E adiantou? NADA! nada, nada, nada... adiantou o dia que eu aceitei a mudança. 

Depois de longas reflexões, cheguei à conclusão de que MUDANÇA e ATITUDE, são duas palavras que devem andar juntas. As coisas não te pedem permissão para mudar, elas simplesmente mudam. E ficar esperando elas se refazerem, não as refaz. Com a mudança deve vir a atitude. Atitude para mudar também. Coisas aparentemente ruins, podem trazer tantas boas, lá na frente. 

Realmente se antecipar às mudanças é algo para monges budistas que alcançaram o nirvana pelo menos umas dez vezes. Mas ir se adequando à elas é o jeito mais fácil e mais leve de se viver. E aos tropeços, vou-me... metamorfoseando-me de acordo com a música. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário