"A linguagem interior é uma linguagem muda, silenciosa"
Vigostki

terça-feira, 13 de dezembro de 2011


Era para ser como  outro dia qualquer.  Acordou, foi para o trabalho, passou o dia todo fazendo tudo o que lhe era rotineiro. Simplesmente seguiu a rotina.

Mas ao final do dia quis experimentar uma nova idéia, e foi. Não precisou de ninguém para acompanhar...  e  foi....

Diferentemente das outras vezes em que ousou experimentações, não esperava nada. Não criou expectativa alguma. E até aquelas idéias que surgem automaticamente eram subitamene descartadas pelo óbvio: "não vai funcionar mesmo"...

E dessa forma foi. A mistura de luzes e sombras confundiam seu olhar e as imagens pareciam se repetir naquilo que não facilitava a visão. O som era agradável, mas não prestou muita atenção nele.

Andava como se procurasse algo que não sabia o que era. Quando o acaso começou  a tomar forma de pensamento confundiu-se  e acabou tropeçando no caminho. Mas continuou... Ao parar e tentar achar uma saída , mesmo que momentânea, como um feitiço, tomou-lhe... mágica... Instantes... Deparou-se... Parou.

O olhar era fixo. Como se falasse. Estava ali. O corpo não se mexia, e a linguagem dos olhos se tornou um grito, e quando transbordou o ver, resolveu falar. Saudava o novo sem saber se era o certo a se fazer. Sem saber e nem entender absolutamente nada. Foi instintivo. Cenas concatenadas formaram-se aos poucos. Era bom. O novo não assustava mais. 

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