Há alguns dias não lembrava disso. Mas hoje fui tomada por uma súbita lembrança, e assim, não teve outro jeito, senão, parar para pensar. Não por muito... mas parei.
Tenho a sensação de que algumas pessoas são blindadas. Pode-se até imaginar o que passa em suas vidas, em suas cabeças, mas nunca abandonaremos o sentimento da incerteza. O que isso muda na minha vida... a princípio, nada. Mas intriga. E nem sempre isso é positivo, certo?
Voltando ao assunto, essa tal recordação fez com que eu fizesse uma retrospectiva da minha vida. Já tive muitas alegrias, mas muitas decepções. Já conheci pessoas muito boas, outras nem tanto, mas em um balanço geral, acho que saí no lucro. Atualmente, mesmo com todas as experiências negativas acredito que estou me saindo bem. Retomei velhas amizades, perdoei velhos erros,... aprendi a difícil arte de "esquecer" determinados acontecimentos, que hoje, já não têm importância, então não precisam ser considerados.
E no final de tudo isso, me fiz a pergunta: "Por que hoje me dou tão bem com pessoas que me fizeram mal, e outras, que me fizeram bem, simplesmente não conversamos mais?". ..."se não há raiva, se não há mágoa, se não há problemas, por que diabos há desprezo?"
O desprezo é pior que a raiva. O silêncio é pior do que um esbravejar...
Acho mesmo, que o desprezo de alguém que se ama é irreparavelmente doloroso, mas de quem só se agrada, ou se gosta um pouquinho, pode ser resumido assim: "uma pena".
Ainda bem que ao mesmo tempo em que algumas pessoas se tornam invisíveis em nossa vida, outras se "materializam". Novamente agradeço ao curioso poder da reciclagem da vida.
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