"Conversas" longas me fizeram chegar a um acordo comigo mesma: não quero nada, mas quero tudo. Você deve estar pensando que eu estou maluca, ou que tipo de acordo conflitante é esse em que não se chega a uma conclusão. Mas posso dizer: nunca estive tão lúcida e coerente.
E quando digo que não quero nada, não quero nada que venha artificialmente, como um contrato social. Uma conversa de elevador, um "bom dia" por obrigação. Não quero nada que não venha de dentro, que não seja sincero. Não quero dinheiro. É! Não quero dinheiro. Ele até pode ajudar, mas não resolve... não traz amores, amigos, sossego... Não quero a fama... não. Isso passa. Não quero ter que me desfazer das coisas que construo, como num passe de mágica só para satisfazer alguém, que não eu. Não quero ficar pedindo soluções aos céus. Não quero ficar esperando a vida mudar instantaneamente. Não quero guardar mágoa, rancor... Não quero sentir raiva, medo...
Quero tudo: quero ser feliz, quero aproveitar as manhãs de verão, com o sol entrando na janela pra me acordar... mas se chover, não tem problema, quero nadar na chuva, deitar na rede e ficar olhando os pingos caírem... quero cantar, dançar, viver. Quero poder dizer a quem eu quiser o que sinto, o que sou, como sou sem temer a reação alheia. Quero andar de bicicleta pelo parque, catar conchinhas na praia.... quero batucar numa mesa de bar com os amigos em volta, felizes, comemorando a vida. Quero ter saúde.. isso eu quero muito. Quero ter tempo pra dormir mais... "Quero beijos intermináveis até que os lábios mudem de cor"... Quero rir... Quero falar sozinha na rua depois de ter uma grande ideia... do nada. Quero ficar de papo até altas horas com meus amigos, falando bobagem, fazendo piada....Quero abraços apertados, daqueles que tiram o folego!
Nada do que realmente quero precisa de muito para acontecer. E é desse jeito que estou tentando encarar a vida. Tem dado certo! Nada que se tem, pode ser tudo... acredite nisso. Estou adorando essa história!
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