"A linguagem interior é uma linguagem muda, silenciosa"
Vigostki

quarta-feira, 2 de novembro de 2011


Sim... já disse isso algumas vezes.... e concordo plenamente. "Ser responsável" não é tão pesado assim. Responsabilidade não significa, necessariamente algo ruim. É tão bom sentir que alguém que te cativou se preocupa com você, não é?! E se preocupar não significa estar disponível 24horas, não significa concordar em tudo, nem ficar bajulando... é muito mais simples.

As pessoas entram em nossa vida e saem como se houvesse uma porta destrancada. A não ser que você resolva "passar a chave", ela fica lá, aberta, podendo esperar, a qualquer momento o retorno. O mundo cada vez mais dinâmico proporciona "amizades" instantâneas, paixões de uma semana e amores mensais. Confesso que isso confunde um pouco. É difícil saber quem realmente chegou, quer, e vai ficar. E o mais intrigante: por vontade própria.

Eu havia fechado essa porta. Estava mais racional, um pouco distante da tal "emoção encantada" em que você se abre para as possibilidades da vida. Até que veio alguém com a chave. Não era alguém importante, mas que apenas me entregou a chave, e se foi. Ainda me pergunto, por que não a devolvi? Era mais fácil assim! Sem a chave havia um bloqueio: "daqui ninguém passa", mas passou, passaram. E, neste momento, tudo se complicou de novo.

É bom sentir. Como um bom ser sentimental (que sempre fui), o sentimento, a emoção faz muito bem. Mesmo que com requintes masoquistas. Aproxima você do que há la dentro, no fundo. Te faz escrever, compor, cantar,...  viver... mas tudo tem dois lados, certo? Junto com os "sentidos", vem as perguntas: "será?", "vai dar certo?", "é pra ser?"... ai, tentei minimizar meu poder sobrenatural... "não vou mais imaginar nada! não vou tentar descobrir nada, chega" e chegou... Agora já não sabe-se mais o que restou. É uma mistura. Estranha mistura, que aos poucos é consumida pelo tempo, pela licença que é dada ao próximo momento da vida.

Voilá... c'est la vie ! 


Me acostumando de novo, a sentir....


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