Ela estava sentada. Sozinha. Olhava pro céu e observava as nuvens. Seu pensamento viajava com o movimento delas. Já era final de tarde, mas ainda tinha sol. Enquanto pensava no nada, e no tudo, sentia o vento tocar seu rosto... de leve... Como se ele quisesse fazer-lhe carinho, cuidar dela. Como se ele estivesse ouvindo o que ela pensava. Como se ele soubesse o que se passava em seu coração...
Já não tinha sorriso nos seus lábios. A expressão era suave, mas não era alegre. A testa estava levemente franzida, e seus lábios um pouco trêmulos, como se aqueles pensamentos todos fossem ser libertados...Seu rosto era de quem quisesse, mas não sabia onde encontrar. Era de quem lutara muito, mas estivesse cansada de tentar. Era de quem sonhara, mas a insônia dos longos dias não a deixasse continuar.
E ela continuava olhando para o céu. Aquele infinito todo a fascinava. Era uma forma de ter esperança. Era um querer tão grande que a cor de seus olhos se confundia com todo aquele azul. Nesse momento o vento soprou com mais força. Como se quisesse fazer com que ela se levantasse, sacudisse aqueles pensamentos vãos e começasse do zero. Tudo de novo. Como se agora fosse dar certo...E assim ela fez... levantou-se e voltou à vida.
E sempre quando ela se cansa, ela senta no mesmo lugar. Olha de novo para o céu, e espera que o vento a chame para viver, novamente. Mas ela ainda acredita que terá um final. E ela sempre espera que este.... seja feliz.
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