"A linguagem interior é uma linguagem muda, silenciosa"
Vigostki

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

"Muito cuidado com o que você deseja". Essa frase se tornou recorrente em minha mente, nos últimos dias. Sim. Comecei o primeiro mês deste ano desejando... e desejei. Como naquela canção : "eu quero a sorte de um amor tranquilo, com sabor de fruta mordida"... Achei pudesse ser invenção. O que eu entendia por esse tipo de sentimento era algo bem mais passional, intenso. Não que agora não seja. Mas o tempo passa e não podemos manter os 18 anos eternamente... a turbulência pode atrapalhar o voo. 

Quando o ano vai terminando, e ainda não conseguimos o que planejamos, jogamos para o ano seguinte os mesmos pedidos, na esperança de suas realizações... certo? Errado!... o ano está terminando... ele não acabou. 

Mudei meus conceitos. 

O jogo só termina no apito final, a brincadeira só acaba quando se guarda a boneca, o sonho só se finda quando acordamos. Exatamente. Eu achei que meu desejo pra o presente ano tinha sido cultivado em tentativas sem sucesso de felicidade compartilhada...

Foi um ano de sentimentos. Isso foi! Muitos. Tristezas, alegrias, sabores, dessabores, ... até o mais adolescentes deles, que foi interrompido por alguém que se mostrou, naquele momento, muito mais consciente que eu. E agora,... a partida mudou de rumo. Me vi na mesma história... com outro elenco e fazendo o papel oposto. Mas assim, como o outro novo personagem, eu ainda prefiro viver a desacreditar a tentativa. E nessa eu fui. Nessa eu estou, ... nessa eu vou.

Amanhã refaremos os pedidos. Renovaremos as esperanças... retomaremos os sonhos... uma coisa vai ser diferente. Quero deixar claro o meu pedido: "que seja eterno enquanto dure".

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Depois de tanto acaso e descaso do destino viu-se mais uma vez na corda bamba. Acabara de assinar o novo contrato com a felicidade quando ao fundo não acreditou no desprezo. Já sabia que esses dias não seriam fáceis. Pensou em desistir de uma história maluca, como a contada à crianças quando elas estão indo dormir.

Como quem dá um último suspiro de esperança resolveu ir. Tinha um discurso pronto, para que não fosse interpelada por qualquer ideia que pudesse contrapor a sua... ou simplesmente colocá-la por terra.

Quando bateu os olhos naquela imagem compadecida de sua existência, desistiu. Não conseguiu dizer nada que não fosse sim. Estava incrivelmente envolvida por súbitos suspiros que sentiu dar involuntariamente. Algo inebriou. Era a simplicidade do sentir... do ter... do ser......do pertencer. 

Era toda cor. Como o colorido das flores que brindavam o não conter em si. Era a aposta de dias e noites melhores. Era a dúvida, aplacada por uma certeza que não se sabia em quê. 

Neste momento parou. Percebeu que pensar demais atrasava muito o girar da vida. E determinadas coisas não se calcula. Se sente...

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Há poucos dias ela ganhou uma chave. Não sabia direito para quê ela servia. Pensou que fosse ser como as outras que tinha pendurada no chaveiro...

Com o passar dos dias ela descobriu que aquela chave poderia ser a de um jardim... grande e belo. Mas não tinha certeza. Não era medo... aos poucos testava algumas portas que ela iria abrir... mas ainda preferiu não girar a última vez e ouvir destrancar.

Já havia testado aquelas outras do chaveiro antes,... mas nem sempre abriram portas para belos lugares. Algumas abriram para o nada. E ela não queria que desta vez fosse assim...

Ela está com a chave. Curiosa... cuida bem dela... mas ainda não quer destrancar o que quer que ela abra. Mas o dia que ela descobrir, juro que conto....

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

A sua vida sempre foi muito agitada. E isso, por vezes, incomodou bastante. Mas ser agitada não significava ser interessante sempre.... por muito tempo existiram interrupções. O tempo parecia se arrastar. O imprinting perdurava... 

Quando se deu conta o tempo começou a voar, correr... as imagens eram novas a cada instante, e já não doía mais. Não dava tempo. Não era o que sempre sonhou, mas de repente se tornou interessante, desafiador... Como se estivesse pulando ondas e sem mais nem menos se percebeu em alto mar. Se sentia forte. Sentia poder. Sentia o seu poder. E ele estava ali, mais vivo que nunca. 

A adrenalina era muito boa. A face se corou. O sorriso com um "quê" malandro não conseguiu ser contido, por vezes... Se sentia jovem de novo. Agora já não dava tempo de chorar, nem de pensar no que foi ruim... aliás, o que foi ruim? De uma hora para outra as lembranças eram só boas, outras se apagaram da sua memória. Restou só o que importava. O que fez diferença.  O que faz diferença. 

Dessa vez encontrava-se do outro lado. Era bom estar do outro lado. Digo mais era inspirador, motivador. Viu agora que nem sempre o mocinho se dava bem no final da história,  e que existiam vantagens no vilão. O vilão era instigante, sedutor,... encontrou-se vilão, encontrou o seu vilão...bem seu, bem particular ... Mesmo nunca tendo conseguido tirar o mocinho de si.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Os pingos de chuva foram mais fortes hoje. Eles soaram como o dia. Ditaram a melodia. Na sua ausência, os momentos felizes, e na hora em que os sentimentos mais rudes vieram à tona, eles caíram com força... como se quisessem atravessar o chão, a conversa, interromper os ânimos, ainda exaltados. 

A chuva veio para acalmar, para esfriar... apagar o fogo que consumia e destruía. A raiva era forte. Acelerava o peito. Ouvia-se a respiração há metros de distância. Como se uma fera, antes guardada, que quisesse despertar de um sono profundo. Mas não foi igual. Não queria que ela aumentasse... só não queria chorar. Deixar com que as lágrimas lavassem seu rosto significaria aceitar mais uma vez qualquer coisa que lhe incomodasse. Não queria que isso se repetisse. E por apenas um segundo, uma lágrima caiu. A única. Aquela que não conseguiu ser contida, e que significava a gota de alívio por tanto sentimento. 

Como não conseguiu ser diferente, poucos instantes de distração fizeram com que não remoesse mais. Como uma anestesia. Sabia que sentira, mas não se lembrava como. Mas sabia que tudo isso acontecera somente contigo. O que era lamentável. Não sentia o peito rasgar, mas lá no fundo, uma pontinha ainda doía,... com toda a esperança de ser curada com uma simples palavra: desculpa. 

terça-feira, 13 de dezembro de 2011


Era para ser como  outro dia qualquer.  Acordou, foi para o trabalho, passou o dia todo fazendo tudo o que lhe era rotineiro. Simplesmente seguiu a rotina.

Mas ao final do dia quis experimentar uma nova idéia, e foi. Não precisou de ninguém para acompanhar...  e  foi....

Diferentemente das outras vezes em que ousou experimentações, não esperava nada. Não criou expectativa alguma. E até aquelas idéias que surgem automaticamente eram subitamene descartadas pelo óbvio: "não vai funcionar mesmo"...

E dessa forma foi. A mistura de luzes e sombras confundiam seu olhar e as imagens pareciam se repetir naquilo que não facilitava a visão. O som era agradável, mas não prestou muita atenção nele.

Andava como se procurasse algo que não sabia o que era. Quando o acaso começou  a tomar forma de pensamento confundiu-se  e acabou tropeçando no caminho. Mas continuou... Ao parar e tentar achar uma saída , mesmo que momentânea, como um feitiço, tomou-lhe... mágica... Instantes... Deparou-se... Parou.

O olhar era fixo. Como se falasse. Estava ali. O corpo não se mexia, e a linguagem dos olhos se tornou um grito, e quando transbordou o ver, resolveu falar. Saudava o novo sem saber se era o certo a se fazer. Sem saber e nem entender absolutamente nada. Foi instintivo. Cenas concatenadas formaram-se aos poucos. Era bom. O novo não assustava mais. 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Há dias venho pensando sobre um tema que de uma forma ou de outra sempre vem "assombrar": mudanças! Mudar... será que vem para assombrar mesmo? Mudar é sempre ruim?

Esses dias sentei e fiz algo inédito em minha vida. Li um livro inteiro, sem me levantar do sofá, nem para beber água. Verdade! Para uma pessoa hiperativa como eu, é um grande avanço. Mas retomando o raciocínio, não era um livro qualquer. "Quem mexeu no meu queijo".  Sabe aqueles "best seller" de muitosss anos atrás, que provavelmente grande parte das pessoas que você conhece já leu ou ouviu falar? Então, é o caso dele.

Fui com um certo preconceito, afinal, nem tudo que vende muito tem que me agradar, certo? Mas aos poucos o livro foi descrevendo uma história magnífica, e uma grande metáfora da vida. Ele trata do "assunto do dia": Mudanças. E aos poucos fui obrigada a concordar com ele.

Muitas vezes, nossa vida está ótima, acontece uma reviravolta, e pensamos: "Por que tenho que passar por isso? Estava tudo tão bom!". E ai, ficamos parados, olhando aquele bando de escombros e esperando que por um passe de mágica: ou venha uma máquina do tempo e te teletransporte de volta "à época de ouro", ou que nossa esperança brasileira acredite que tudo será como antes. Mas até que ponto que seria bom "reviver o antes"? Confesso que por várias vezes fiquei sentada, lá... sozinha, pedindo a todos os santos que fizessem com que aquilo fosse um pesadelo. E adiantou? NADA! nada, nada, nada... adiantou o dia que eu aceitei a mudança. 

Depois de longas reflexões, cheguei à conclusão de que MUDANÇA e ATITUDE, são duas palavras que devem andar juntas. As coisas não te pedem permissão para mudar, elas simplesmente mudam. E ficar esperando elas se refazerem, não as refaz. Com a mudança deve vir a atitude. Atitude para mudar também. Coisas aparentemente ruins, podem trazer tantas boas, lá na frente. 

Realmente se antecipar às mudanças é algo para monges budistas que alcançaram o nirvana pelo menos umas dez vezes. Mas ir se adequando à elas é o jeito mais fácil e mais leve de se viver. E aos tropeços, vou-me... metamorfoseando-me de acordo com a música. 

domingo, 27 de novembro de 2011

Há alguns dias não lembrava disso. Mas hoje fui tomada por uma súbita lembrança, e assim, não teve outro jeito, senão, parar para pensar. Não por muito... mas parei.

Tenho a sensação de que algumas pessoas são blindadas. Pode-se até imaginar o que passa em suas vidas, em suas cabeças, mas nunca abandonaremos o sentimento da incerteza. O que isso muda na minha vida... a princípio, nada. Mas intriga. E nem sempre isso é positivo, certo?

Voltando ao assunto, essa tal recordação fez com que eu fizesse uma retrospectiva da minha vida. Já tive muitas alegrias, mas muitas decepções. Já conheci pessoas muito boas, outras nem tanto, mas em um balanço geral, acho que saí no lucro. Atualmente, mesmo com todas as experiências negativas acredito que estou me saindo bem. Retomei velhas amizades, perdoei velhos erros,... aprendi a difícil arte de "esquecer" determinados acontecimentos, que hoje, já não têm importância, então não precisam ser considerados.

E no final de tudo isso, me fiz a pergunta: "Por que hoje me dou tão bem com pessoas que me fizeram mal, e outras, que me fizeram bem, simplesmente não conversamos mais?". ..."se não há raiva, se não há mágoa, se não há problemas, por que diabos há desprezo?"

O desprezo é pior que a raiva. O silêncio é pior do que um esbravejar...

Acho mesmo, que  o desprezo de alguém que se ama é irreparavelmente doloroso, mas de quem só se agrada, ou se gosta um pouquinho, pode ser resumido assim: "uma pena".

Ainda bem que ao mesmo tempo em que algumas pessoas se tornam invisíveis em nossa vida, outras se "materializam". Novamente agradeço ao curioso poder da reciclagem da vida. 

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Hoje ela ficou feliz. Seu esforço foi reconhecido, e seu talento admirado. "Já não era sem tempo" - pensou. "Tanto suor, tanto querer, tanto empenho...". Sim ela esperava pelo dia de hoje. O que aconteceu? Nada de mais. Simplesmente olharam diferente para ela. Os olhares queridos diziam: "sabia, você merece". Os desconfiados: "não é que ela tem um diferencial"... os maliciosos insistiam: "sou obrigado a concordar, até que ela é boa mesmo". 

Não interessava muito o que aconteceu. Interessava agora que ela teve certeza do seu valor, do qual ela não duvidava, mas havia guardado no fundo... Hoje a chuva caiu diferente, o tempo flutuou... Ela teve boas idéias, ela deu bons "palpites" (literalmente), ela foi ela. Não... não pense que isso a fez ficar diferente, ou com o "rei na barriga". Pelo contrário. A fez querer mais,... empenhar-se mais, conquistar mais, aprender mais... acreditar mais.

Ela hoje pode fazer o que mais amava. Conheceu coisas novas. Como é bom conhecer, aprender. Descobriu que não precisa inventar, que não precisa ser de ouro, não precisa ser maliciosa, não precisa enganar, precisa ser: ELA...

E chegou há boas conclusões: quanto mais amor você emprega em uma atitude, mais bem feita ela será. Mais reconhecimento você terá. Suas atitudes tem que ter alma... ou qualquer pessoa fará o mesmo. Hoje ela se deita como em nuvens. 

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Ela estava sentada. Sozinha. Olhava pro céu e observava as nuvens. Seu pensamento viajava com o movimento delas. Já era final de tarde, mas ainda tinha sol. Enquanto pensava no nada, e no tudo, sentia o vento tocar seu rosto... de leve... Como se ele quisesse fazer-lhe carinho, cuidar dela. Como se ele estivesse ouvindo o que ela pensava. Como se ele soubesse o que se passava em seu coração...

Já não tinha sorriso nos seus lábios. A expressão era suave, mas não era alegre. A testa estava levemente franzida, e seus lábios um pouco trêmulos, como se aqueles pensamentos todos fossem ser libertados...Seu rosto era de quem quisesse, mas não sabia onde encontrar. Era de quem lutara muito, mas estivesse cansada de tentar. Era de quem sonhara, mas a insônia dos longos dias não a deixasse continuar. 

E ela continuava olhando para o céu. Aquele infinito todo a fascinava. Era uma forma de ter esperança. Era um querer tão grande que a cor de seus olhos se confundia com todo aquele azul. Nesse momento o vento soprou com mais força. Como se quisesse fazer com que ela se levantasse, sacudisse aqueles pensamentos vãos e começasse do zero. Tudo de novo. Como se agora fosse dar certo...E assim ela fez... levantou-se e voltou à vida.

E sempre quando ela se cansa, ela senta no mesmo lugar. Olha de novo para o céu, e espera que o vento a chame para viver, novamente. Mas ela ainda acredita que terá um final. E ela sempre espera que este.... seja feliz.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011


"Conversas" longas me fizeram chegar a um acordo comigo mesma: não quero nada, mas quero tudo. Você deve estar pensando que eu estou maluca, ou que tipo de acordo conflitante é esse em que não se chega a uma conclusão. Mas posso dizer: nunca estive tão lúcida e coerente.

E quando digo que não quero nada, não quero nada que venha artificialmente, como um contrato social. Uma conversa de elevador, um "bom dia" por obrigação. Não quero nada que não venha de dentro, que não seja sincero. Não quero dinheiro. É! Não quero dinheiro. Ele até pode ajudar, mas não resolve... não traz amores, amigos, sossego... Não quero a fama... não. Isso passa. Não quero ter que me desfazer das coisas que construo, como num passe de mágica só para satisfazer alguém, que não eu. Não quero ficar pedindo soluções aos céus. Não quero ficar esperando a vida mudar instantaneamente. Não quero guardar mágoa, rancor... Não quero sentir raiva, medo...

Quero tudo: quero ser feliz, quero aproveitar as manhãs de verão, com o sol entrando na janela pra me acordar... mas se chover, não tem problema, quero nadar na chuva, deitar na rede e ficar olhando os pingos caírem... quero cantar, dançar, viver. Quero poder dizer a quem eu quiser o que sinto, o que sou, como sou sem temer a reação alheia. Quero andar de bicicleta pelo parque, catar conchinhas na praia.... quero batucar numa mesa de bar com os amigos em volta, felizes, comemorando a vida. Quero ter saúde.. isso eu quero muito. Quero ter tempo pra dormir mais... "Quero beijos intermináveis até que os lábios mudem de cor"... Quero rir... Quero falar sozinha na rua depois de ter uma grande ideia... do nada. Quero ficar de papo até altas horas com meus amigos, falando bobagem, fazendo piada....Quero abraços apertados, daqueles que tiram o folego! 

Nada do que realmente quero precisa de muito para acontecer. E é desse jeito que estou tentando encarar a vida. Tem dado certo! Nada que se tem, pode ser tudo... acredite nisso. Estou adorando essa história!

domingo, 13 de novembro de 2011

Começo a compreender o que significa deixar as coisas para trás. Mas não é por motivo de força maior, ou porque a "vida quis assim"... é simplesmente por uma decisão. Decidi deixar coisas para trás. Estou começando a acreditar que para se ganhar novas coisas é preciso deixar outras... e não falo da materialidade....

RECICLAGEM: esta é a palavra de ordem. E não imagine que aqui irei dissertar sobre meio ambiente ou afins, não... é sobre: vida. Reciclar é impressionantemente positivo. Essa traz consigo um reavivamento. Reciclar ambientes, grupos, sentimentos é saber deixar para trás aquilo que não te serve, e transformar o que ainda de fato restou, e aproveitar disso o que há de melhor.

Passo agora por um momento de reciclagem. Tomei conta de que muitas coisas na minha vida já não me serviam mais, e eu insistia em mantê-as por um saudosismo barato, de algo que efetivamente nunca existiu. Pois é, às vezes nos apegamos às coisas que não nos pertencem. Sendo assim, resolvi reciclá-las.

O que mais me surpreende é que em tão pouco tempo já me sinto mais leve, mais capaz, mais viva... e como o "mundo" parece ter visto isso em mim. A resposta das pessoas é imediata, com um comportamento extremamente de acordo comigo. Sensação boa... alívio......

Renovação.... renovando... renovada....

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

De longe escuto um conselho: "persevere", mais de perto um acalento: "foi melhor assim".... lá  do fundo só ouço: "me deixa ser triste hoje? só hoje! amanhã volto a sorrir sem motivo e retomo a luta". 

Poucos dias com muita emoção... muito sentimento... muitos pedidos aos céus. Lá dentro eu sei. Foi melhor assim. Voltar poderia trazer implicações maiores, e talvez nem tão boas... nunca sabemos o que nos espera. Prefiro pensar que tem algo maior, ou mesmo se não tiver, que fui livrada do pior.

É engraçado, quando uma pessoa como eu tem seu momento de tristeza chama atenção. No dia que eu quero me apagar, chamo atenção. Tudo bem, a culpa é minha, eu sei. Normalmente faço graça até em horas bem peculiares... mas hoje não. Quero fazer cara de tristeza, quero falar mais baixo, quero ficar quietinha. 

 Não é para fazer dó, nem pedir atenção. Longe disso. Mas ninguém fica legal todo dia, não é? Ninguém gosta de perder... particularmente, detesto... já disse. Ainda mais quando se chega tão perto. O engraçado (?) é que já perdi muito na vida, em tudo, ganhei mesmo muito pouco, mas me acostumei nessas poucas vezes. Acostumei mal...

A batalha se foi, mas a guerra continua... só espera um pouquinho, até eu conseguir abrir a cortina de novo e olhar pro seu esperando qualquer "boa nova".

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

O destino e as suas armadilhas... Adoro as boas armadilhas que o destino reserva. Suas artimanhas, seus encontros, suas surpresas... aqueles pequenos acontecimentos que surgem para dar uma apimentada na vida. 

Confio plenamente no destino. Acho que nada é por acaso, e nem precisa ter razão, como outrora já cantaram.  Sempre achei que as coisas na vida são trilhadas. Ninguém entra na sua vida, ou sai dela, à toa. Você não escolhe aquele caminho de forma realmente aleatória... não... há um "por quê" maior para as coisas acontecerem, certo?!

O que mais me impressiona, é que logo hoje, em que o cansaço não me deixava ter esperança sobre qualquer coisa, ou mesmo pensamentos positivos. Algumas coisas acontecem somente para dar aquela injeção de ânimo. Cena de filme, sabe?! Algo parece acontecer após o : "gravandooo"... e o roteiro parece já ter sido escrito bemmm antes...

Não precisa ser nada de extrema importância, ou que tenha duração prolongada... precisa apenas chegar na hora certa e mostrar: "sim, as coisas podem dar certo"... "confie..." Agradeço imensamente ao meu destino, por me convencer de que é possível!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Stress, hoje consegui chegar ao auge do meu. O cansaço da rotina... a persistência em seguir atrás planos cuja certeza de concretizá-lo está baseada apenas no meu desejo e dedicação, pode enfraquecer qualquer bom coração. Pode ser medo? Talvez... Medo de falhar, de não dar conta, de não conseguir.

Quem nunca teve medo da falha? É como se tivesse uma só chance para cortar o fio certo e desarmar a bomba. O problema é quando isso acontece ao mesmo tempo. Várias bombas, em vários campos, que tem de ser desativadas o mais rápido possível, ... e com a maior precisão...

Nesse momento, nem aquele mais forte, acostumado a lutar consegue suportar a pressão...

O que eu mais precisava agora era entrar debaixo da coberta, encostar a cabeça no seu colo, e com um cafuné nos cabelos, te ouvir dizer: "esquece isso agora, vai dar tudo certo".

Não dá mais para usar do "dodói" para ganhar colo. Não dá mais para fazer cara de choro e ganhar cuidados.  Crescer, ter que lidar com os problemas sozinha, e fazer parte do mundo adulto, te impede esconder embaixo da mesa na hora do "com quem será"... de ganhar doce quando a febre aparece.

Aguentar firme a angústia do amanhã incerto faz parte da vida. Calada. Ouvindo a batida daquele que parece querer arrancar-se do peito na tentativa de salvar-se. O corpo pulsa na mesma batida que ele.

Acostume-se. Espere... talvez amanhã a batida volte ao seu ritmo normal, cadenciado... quem sabe...

domingo, 6 de novembro de 2011

Tentei escrever por vezes hoje. Já comecei e apaguei vários inícios mal sucedidos... Queria expressar alguma coisa que estava sentindo, mas agora descobri. O sentimento estava tão confuso, que explicou-se nas tentativas frustradas.

Domingo não é um bom dia... Particularmente, não gosto do domingo. Ele precede um dia de compromissos, sucede um dia de comemorações, e traz consigo a sensação de "algo não está legal". Se passo o domingo em casa, me afundo em um tédio sem fim.  Se saio, fica a ideia de que se pode cansar demais, porque amanhã as energias serão importantes para as obrigações. 

É... sentir muito e ter o domingo pela frente não é produtivo. Hoje o dia estava bonito. Sol, calor, até eventos bem interessantes. Mas ainda é domingo. O que fazer? Deitar e assumir o risco de se "cair" em uma segunda atribulada de compromissos e trabalhos? Esperar acordada e viver este domingo? 

Talvez não tenha sido um bom dia para escrever mesmo. Melhor parar por aqui, para não contaminar você com minha "síndrome de domingo".

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

É, eu sei... terminar um relacionamento não é fácil. Sei porque já vivi isso. Dói... além do mais quando para uma das partes, pelo menos, ainda há sentimento. Digo e repito, o começo é sempre perfeito, o final, normalmente, trágico... mas importante. Ninguém termina porque está dando tudo certo, porque a felicidade está acompanhando o casal... Mas término não significa falta de amor. Somente: falta. Pode faltar compreensão, carinho, respeito, entendimento... sintonia.

É tão duro ver as pessoas terminando relacionamentos. Acho, que por ter passado por isso, sinto ainda mais. A paixão e o amor são dois motivos fundamentais para que haja um belo sorriso. É tão bonito ver casais se formando.. apaixonados. Assim penso.

De tudo o que acontece em nossa vida, é bom que tiremos as partes positivas. Infelizmente, ninguém vê assim quando termina. É invisível aos olhos... a dor ofusca e atrapalha qualquer bem aventurança que possa vir de uma perda. Normal. Demora... e não há palavra que conforte, não há ensinamento, não há regra. Há sim: um dia após o outro. Alguns dias radiantes, outros nem tanto, alguns bem depressivos. Mas.. PASSA...

Confie em mim! Passa... Se eu pudesse passar para você a certeza de que passa, e pela minha experiência dizer: "acalme-se, a felicidade retornará quando você estiver pronto para senti-la"... Se eu pudesse... eu diria... É uma pena, mas você terá de aprender por si só.

Não se preocupe. Eu estarei do teu lado, para qualquer conversa, qualquer tropeço, qualquer dia ruim. E na hora que a felicidade reaparecer, quero dizer: "eu já sabia".
"Aprendendo a esperar"... já repeti várias vezes isso durante os dois últimos dias. Há quem diga que é sinal de maturidade, mas eu vejo além. Para mim, aprender a esperar é sinal de "l-i-b-e-r-t-a-ç-ã-o". Não significa que eu esteja parada esperando o mundo vir até mim, meus desejos se realizarem enquanto fico vendo TV. Não é isso. É correr atrás do que é seu, na esperança que ele vá acontecer. E vai! Mas é saber que ainda não está na hora. Não é receita pronta. Não é mágica. Não é fácil. Mas descobri que é possível...

A velha mania de querer tudo pra hora, como um lanche que se pede no Mc Donalds me ronda sempre. Agora, dessa vez eu me impus. "ESPERE". Uma velha amiga tinha mania de dizer : "Aguarde e confie". Ela sempre esteve certa. A espera faz com que você ponha a cabeça no lugar, e reflita melhor até sobre seu desejo. Te dá uma sensação: "o que é meu está guardado". Como diz na música: "o que tiver que ser, será!". Bom não é?!

Quero tentar ampliar esse conceito em todas as áreas da minha vida. Não é porque "descobri" isso, que acho que estou pronta, madura e feliz...não... bem longe disso. Mas me mostra passos. Me mostra que o caminho é esse. Tudo na vida é questão de treinamento e perseverança. "Tô" treinando... "Tô" treinando....

No fundo estou torcendo pra durar. Torcendo pra que essa espera não se transforme repentinamente em um martírio! E não vai, não é?! Espero que não! Não me resta outra saída do que tentar ser feliz na espera. Sem desistir nenhum segundo de conquistar este e aquele objetivo, até que a vida me mostre novos... 



quarta-feira, 2 de novembro de 2011


Sim... já disse isso algumas vezes.... e concordo plenamente. "Ser responsável" não é tão pesado assim. Responsabilidade não significa, necessariamente algo ruim. É tão bom sentir que alguém que te cativou se preocupa com você, não é?! E se preocupar não significa estar disponível 24horas, não significa concordar em tudo, nem ficar bajulando... é muito mais simples.

As pessoas entram em nossa vida e saem como se houvesse uma porta destrancada. A não ser que você resolva "passar a chave", ela fica lá, aberta, podendo esperar, a qualquer momento o retorno. O mundo cada vez mais dinâmico proporciona "amizades" instantâneas, paixões de uma semana e amores mensais. Confesso que isso confunde um pouco. É difícil saber quem realmente chegou, quer, e vai ficar. E o mais intrigante: por vontade própria.

Eu havia fechado essa porta. Estava mais racional, um pouco distante da tal "emoção encantada" em que você se abre para as possibilidades da vida. Até que veio alguém com a chave. Não era alguém importante, mas que apenas me entregou a chave, e se foi. Ainda me pergunto, por que não a devolvi? Era mais fácil assim! Sem a chave havia um bloqueio: "daqui ninguém passa", mas passou, passaram. E, neste momento, tudo se complicou de novo.

É bom sentir. Como um bom ser sentimental (que sempre fui), o sentimento, a emoção faz muito bem. Mesmo que com requintes masoquistas. Aproxima você do que há la dentro, no fundo. Te faz escrever, compor, cantar,...  viver... mas tudo tem dois lados, certo? Junto com os "sentidos", vem as perguntas: "será?", "vai dar certo?", "é pra ser?"... ai, tentei minimizar meu poder sobrenatural... "não vou mais imaginar nada! não vou tentar descobrir nada, chega" e chegou... Agora já não sabe-se mais o que restou. É uma mistura. Estranha mistura, que aos poucos é consumida pelo tempo, pela licença que é dada ao próximo momento da vida.

Voilá... c'est la vie ! 


Me acostumando de novo, a sentir....


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

E numa súbita lucidez, me vi mergulhada naquilo que consideravam absurdo. Procurar alegrias? Para quê? A realidade da vida é bem outra. As coisas não são como queremos, e parece que quanto mais as desejamos, elas se vão por entre os dedos. Mas ainda sim insisti em tentar. Insisti em ser diferente, insistia em acreditar. Insistia?.... Insisto!

Naquele mundo cor de rosa, algumas vezes as paredes se pintavam de lilás... outras vezes um escuro absoluto tomava conta do quarto. Mas ainda sim, na fresta que restava, enxergava o feixe de luz, tímido, quieto, quase imperceptível. E foi aí que confundi a minha história com a dela.. Poliana... conhece?

Acabei fazendo parte daquele que se intitulava o "jogo do contente". Não era por falta de tristeza, de rancor, de mágoa, ou de sofrimento. Não era uma inexperiência que se misturava à alienação de uma juventude na "redoma". Era tentar realmente dar sentido àquilo que não parecia mais ter. Era apostar no futuro... melhor, imprevisivelmente positivo.

É difícil ser assim. É complicado ver o lado bom das coisas, sempre, ... principalmente quando parece que a parte ruim ficou só para você. É difícil acalentar um coração tristonho ao lado de uma intrépida e sarcástica risada de desprezo. Mas ai, ela volta. Poliana.

"- É um jogo lindo. ...
- Como é que se joga? – quis saber Nancy....

- ... Desde aquele dia, quando acontece alguma coisa ruim,
mais engraçada fica o jogo. Difícil foi quando papai morreu e eu fiquei sozinha com as senhoras da ‘Auxiliadora’…
- E quando viu aquele quartinho feio, sem tapetes, sem quadros, sem graça? Como foi? – perguntou Nancy.
- Foi duro. Eu me senti tão só! Naquela hora não tive vontade de ‘jogar’. Só me lembrava do que
eu tanto havia desejado. Depois, lembrei-me do espelho e das minhas sardas e fiquei alegre.
E o ‘quadro’ da janela me deixou mais contente ainda. Com um pouco de esforço,
conseguimos gostar do que encontramos e esquecer o que queríamos achar”.



Agora me vejo assim... "polianamente" tentando, diariamente, ser feliz com o que tenho, e não lamentando aquilo que perdi, ou que nunca terei. EU QUERO acreditar que as coisas estão dando certo, e darão! Pensar em como seria é tão vago, quanto a alegria que esse futuro..."mais que imperfeito" pode trazer. Tenho o agora, o hoje,... amanhã pode ser tarde demais buscar a minha felicidade.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Você já parou pra pensar na diferença que segundos podem fazer na sua vida? É... eu não tinha parado pra pensar muito nisso... até ontem. Em poucos segundos senti que seriam meus últimos. E dessa vez, posso garantir, não tem nenhum drama poético apoiado nesta frase. Foi simplesmente isso. Vi por segundos, meus últimos segundos.

Claro que com um fato desse ficamos mais pensativos. Pois é, fiquei. Comecei a pensar, como seria o último segundo que precedesse qualquer mudança radical na vida das pessoas. Imagine, um segundo antes de um filho nascer. Um segundo antes de você descobrir uma traição... um segundo antes de se descobrir ganhador de milhões, um segundo antes da morte.... como é este último segundo?!

Acho que com isso comecei a dar mais valor aos segundos... nunca sabemos o que pode vir no próximo. Se for uma boa "reviravolta", ótimo.... mas e se não for o que se espera?! Perdeu-se o segundo anterior à toa?!

A velha e calejada frase "viva cada segundo da sua vida", começou a fazer ainda mais sentido para mim. Viva também! Não sabemos quantos segundos as coisas irão durar... na dúvida é melhor não desperdiçar nenhum...

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Todos os dias nos garantem novas aprendizagens. Alguns dias de forma penosa, outros dias, nem tanto... o que interessa realmente é o que tiramos ao final de tudo que vivemos.

Com o passar dos anos descobri que temos dois caminhos: ou lamentamos para o resto da vida o que acontece de errado, ou aprendemos para que da próxima os erros não sejam repetidos. Não é fácil acertar. Até porque, o conceito de certo e errado pode variar muito.... muito.... E não pecar nos mesmos erros é difícil também. Então, até essa parte do caminho, descobri, que o primeiro passo para acertar é admitir que se errou. Ah, também, não é legal culpar o mundo pelas coisas que não funcionam bem como queríamos. Sempre vai existir nossa parcela de culpa. Por melhor que possamos ser. Aí está mais uma de minhas constatações: ser bom não é ser bobo. Podemos e devemos ser bons. ... ainda acredito na minha "casa com piscina" no paraíso...  mas existe a possibilidade de ser bom e esperto! É tênue... aliás... muitoooooooooo!!! Mas é preciso.

Já ouvi muito na vida as pessoas dizerem isso para mim: "Nossa, você deve estar querendo algo em troca para ser tão boazinha...." será?  Nem sempre. Talvez essa nem seja uma virtude, porque muitas das vezes não consegui ser tão esperta quanto devia. E senti o "amargo gosto de amargar" angústias, mágoas, perdas... Não é legal perder... odeio essa palavra e o que ela traz como significado....

Mas aprendemos... aprendemos???? Espero que sim. Juro que espero....

Hoje tive um bom aprendizado. E nem foi pela dor... ainda bem... foi por constatação (gosto de fazê-las).

Existem pessoas que em certo momento de nossas vidas podem ser as piores.. e são... Mas com o passar do tempo, até essas piores pessoas podem trazer contigo algo de bom, de construtivo.

                                                "Ninguém é 100% ruim, ou 100% bom".

E o mais hilário disso tudo, é que uma pessoa, que por um bom período foi a "pior" pessoa para mim, me disse isso por milhares de vezes, e eu, no "amargo gosto da amargura" relutava em negar. E é a mais pura verdade. Podemos ser muito bons para alguém, e sermos péssimos para um outro alguém... acontece sem que, muitas das vezes tomemos conta disso....

Dar o braço a torcer faz bem. Tá ai uma coisa que "essa pessoa" terá de concordar comigo... estou bem mais tolerante... é bom ser tolerante... te liberta.

Liberdade... quando vem de dentro, não há sensação melhor!....


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Engraçado... estava com a cabeça cheia hoje.  Às vezes PENSO demais. Muitas idéias que fervilham, entremeadas a desejos, planos, conceitos passados, vivências passadas, alegrias, tristezas.... UFFA!
Conheço um bom remédio para esses dias... música. Ouvir é tão bom! Funciona como se tudo que se pensasse fosse fluindo na melodia,... e ela fosse se apoderando de você, te deixando mais leve....

Música. Meu ponto fraco..., meu ponto forte! Acho que posso ser resumida em música. Sou agitada como um samba enredo, apaixonada como as letras do Bon Jovi, dramática como um sertanejo, animada como um bom maracatu, determinada como poetizava Renato Russo.... enfim...

Se eu fico triste eu toco, se eu me alegro, canto. É simples. A música é simples. As mais bonitas.. são simples. Não precisa entender a letra para que ela te toque, não precisa ter um arranjo complexo para que te hipnotize. Precisa ser música.

Não conheci, ainda, alguém que não gostasse de música. Nem todos gostam de esporte, de economia, de dança, cinema... mas música,..... não vi ninguém.

Deve ser pelo fato da música ser a expressão mais profunda e primitiva do ser... sempre achei isso.....

é desse jeito que despeço do meu domingo... e inicio minha segunda.....
a terça...
a quarta...........
......... e todos os dias da minha vida.....

com Música.!

domingo, 23 de outubro de 2011

EU tenho os MELHORES amigos do MUNDO...

digo isso com veemência! Eles conseguem lidar com meu gênio.... é... sou geniosa. Detesto dizer isso... sou tranquila, de boa, não sou chata com as coisas (um pouco....), acredito que sou de fácil convivência... mas tenho um (uns) defeito(s)!

Quando coloco alguma coisa na minha cabeça, não tem ninguém que me faça tirar. NINGUÉM... verdade..às vezes é bom ser assim. sem persistência não se consegue nada. Mas antes eu conseguisse ser "cabeça-dura" só com coisas boas...

e é nesse ponto que entram os melhores amigos do mundo...

eles me aconselham! e comoooo... eles dizem: "não faça isso, não vai dar certo"... mas a minha mania de querer convencer até uma pedra, que seja, me faz contorná-los, até fazer com que eles "concordem" comigo. Claro, eles não concordam. Mas fingem... por mim... e eu sei, que eles me dão aquele "sorriso amarelo" do AVAL... "isso... faz isso então"... porque sabem como eu sou... E neste ponto eles se tornam inigualáveis... quando as coisas são errado no final, eles não dizem "eu te avisei", como até eu diria... eles simplesmente cuidam de mim....



quer coisa melhor? Provei agora que tenho os melhores amigos do mundo?! Um dia ouvi assim: "quem tem amigo, nunca fica na mão"... a cada dia que passa, tenho mais certeza disso!

sábado, 22 de outubro de 2011

Hoje chove... aliás, chove há algum tempo.

Não gosto da chuva. Não tenho tempo para apreciar o que a chuva tem de bom. Não tenho muito tempo para olhar os pingos caindo nas ruas... nas folhas das árvores.... no meu rosto.... queria ter....

Queria ter tempo pras coisas mais simples... ficar olhando para as paisagens.. para as janelas... já reparou como as pessoas são interessantes... como em andares diferentes as vivências se ateram, e se alternam? curioso... observar é curioso.... imaginar é curioso..... estou chegando à conclusão de que sou curiosa...rs... de verdade...

Curiosa e palpitera...rsrs... gosto de dar conselhos... não que eu ache que tenho a fórmula da felicidade, nem tenho a resposta pra tudo... bem longe disso... mas tenho uma vontade de que as pessoas sejam felizes. Ok, ok... não sou santa, nunca fui, e acho meio sem graça ser. E não desejo a felicidade à todos... que isso fique claro. Mas também, não desejo mal... Só não desejo. Tem algum mal nisso? .... Voltando aos meus conselhos, eles também não são para qualquer um. É só para quem me importo. ok, eu sei... me importo com muita gente.

Nos últimos tempos os conselhos vem de forma dupla. Ao mesmo tempo em que eu aconselho... eu recebo uma energia em troca. Um conselho... Um afago, que nem sempre se imagina.

É uma forma de se proteger na proteção... maluco, não é?!

Bem vindo ao meu mundo...

Essa é a primeira vez que faço um blog pra falar de sentimentos, emoções... pra realmente ser meu diário.

Já tive outros mas todos bem tolos, adolescentes... da época que eu era feliz sem saber...

Influenciável? Talvez... confesso que fiz muitas coisas na minha vida influenciada por alguém. Esportes, roupas, músicas, lugares.. muita gente já me influenciou. Quase sempre grandes amigos, novos amores...Quem nunca foi influenciado? Eu encaro essa "influência" de modo diferente. Se deixar influenciar por coisas que te acrescente, não tira a sua personalidade. Te acrescenta, agrega. Eu não sou a simples soma de influências. Eu sou mais, sou a (re)significação de tudo que aprendi. Sou uma vivência diferente daquele que me influenciou, então, nunca uma cópia dele.

Mas bem, voltando para o assunto deste blog : dessa vez é um pouco diferente... Pasme, eu escrevi diários durante 6 anos na minha vida. No começo era diário. Depois ele ficou semanal, quinzenal, ou "emocional", assim que tivesse um fato novo, bonito, triste, ... importante.. eu escrevia. É engraçado ler as anotações depois de anos. Você ri de problemas infantis, e vê que as coisas, quando se cresce, podem ser bem piores. Você se emociona com fatos puros, com amores profundos, que hoje não se sabe nem por onde andam.... enfim... é reconfortante de alguma maneira. Apesar de ter visto muitos blogs nos últimos tempos, esse é meu novo diário. MEU... bom falar isso não é?! O que na vida é realmente nosso? Amores... Não (garanto)... Amigos?  Talvez, mas nunca nossos... só nossos... até nossos pais não são só nossos... mas as LEMBRANÇAS sim,.. essas são só minhas. Por mais que vivamos coisas juntos, para mim a lembrança não será como para você. Os detalhes marcantes, nem sempre os mesmos....


É por isso que estou aqui. Para falar de lembranças, de sentimentos... para "aliviar" numa tentativa "auto-altruista" de construção de um "eu"... de um entendimento... uma catarse....